Amigos do Crivella

BNDES ENTRA DE CABEÇA NA AQUICULTURA – @MCrivella

Deixe um comentário


Em complementação ao Plano Safra da Pesca e Aquicultura, recém-anunciado
pela presidente Dilma, agora foi a vez de o BNDES dar d
emonstração
inequívoca de que o setor de fato passou a ser visto como prioridade de
investimento para o país. O chefe do departamento de agroindústria do
banco, Jaldir Freire, anunciou, durante a AquaPescaBrasil de Salvador, o
Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Aquicultura – o BNDES
Proaquicultura. Na prática, o plano retrata o olhar particular do
governo federal para um setor que tem em potencial a explorar o
correspondente em carência de estruturação, formalização, políticas
públicas de apoio, pesquisas, modernização tecnológica, fomento e mão de
obra especializada. Apesar disso, é um potencial que já não dá margem a
dúvidas.



A participação do atual Ministro da Pesca e
Aquicultura, Marcelo Crivella, foi fundamental nesse processo de
convencimento de que a produção de peixes e frutos do mar no Brasil é
realmente capaz de promover, de forma significativa, geração de riqueza,
empregos e renda. Sua obsessão pelas cifras, pelas estatísticas, pelos
resultados, bem como sua determinação de dar status de agronegócio à
ainda tímida aquicultura brasileira, surpreendeu os empresários do
peixe. Não se imaginava que de um missionário religioso feito político e
posto ministro fosse resultar um empreendedor.





Mas qual é a
leitura que o mercado faz da decisão do BNDES de apoiar um setor sobre o
qual há anos se ouve dizer “Agora, vai! Agora, vai!”? Embora caminhe em
consonância com a política estratégica do governo federal, o banco
sempre desfrutou autonomia para orientar sua participação num ou noutro
setor de negócio. Na gestão do presidente Coutinho a instituição se
tornou ainda mais agressiva no apoio a cadeias produtivas com grande
potencial a explorar, como o setor da carne, por exemplo. O apoio do
banco ao negócio do peixe sinaliza algo muito importante: que não há
exagero quando se diz que o Brasil se tornará um dos maiores produtores
mundiais de pescados e frutos do mar. Constatação fundamental: no
programa de incentivo ora lançado, nota-se que o banco levou em
consideração a grande pulverização da atividade de produção de pescados
no Brasil. Isso porque o Proaquicultura não visa a apoiar apenas
empresas maiores, mas também as de porte pequeno e médio; prevê espaço
para a flexibilização no que tange ao percentual de garantia real a ser
exigida; inclui financiamento de capital de giro e de equipamentos
importados; tem como teto mínimo para operações diretas com o banco a
quantia de 3 milhões de reais, em vez dos 10 milhões de praxe, e podem
ser apoiados



tanto os empreendimentos de produção aquícola quanto os
de indústria de processamento e fábrica de ração. A dotação
orçamentária inicial do BNDES para o programa é de 500 milhões de reais.
Isso mesmo: duas vezes o orçamento anual do Ministério da Aquicultura e
Pesca. A Ministra Ideli Salvati não pode continuar tendo razão ao
afirmar que “O MPA tem um desafio oceânico e um orçamento de aquário”.
Não por muito tempo. Com a palavra para 2013, o Ministério do
Planejamento!





São Paulo, 19 de novembro de 2012.



Luiz Valle, Presidente da Cavalo Marinho (empresa do Grupo Leardini)


Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s