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Mais peixe na merenda escolar para uma alimentação nutritiva

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Incentivo ao consumo de peixe nas escolas permite maior qualidade na alimentação das crianças e uma fonte de renda aos pescadores. Grupo de trabalho foi criado para este fim.

Presidente do FNDE destacou o valor nutricional do pescado e disse que é preciso discutir também investimentos em infraestrutura para ampliar a presença do alimento nas refeições servidas em escolas. Foto/Arquivo

Com a intenção de ampliar a oferta de peixe na merenda das escolas públicas brasileiras, o Ministério da Pesca e Aquicultura e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) assinaram um acordo de cooperação. O instrumento prevê a criação de um grupo de trabalho para traçar ações de incentivo ao consumo de pescado como capacitar gestores e nutricionistas envolvidos na alimentação escolar, fortalecer o contato com produtores e fornecedores, além de criar campanhas para o público infantil e juvenil.

O presidente do FNDE, Antônio Corrêa Neto, destacou o valor nutricional do pescado e disse que é preciso discutir também investimentos em infraestrutura para ampliar a presença do alimento nas refeições servidas em escolas. “Temos que, cada vez mais, divulgar a utilização do pescado na merenda escolar, trabalhar na infraestrutura das escolas e também para os produtores na questão do transporte. Temos que investir na infraestrutura de armazenagem e investir nos cardápios nas escolas para criar refeições com pescado”, disse.

O ministro da Pesca, Marcelo Crivella, admitiu que o pescado ainda tem preço elevado no Brasil, mas se mostrou otimista em relação à queda de preço. Segundo ele, medidas adotadas pelo governo devem contribuir para esse objetivo. “Financiar, desonerar e descomplicar o licenciamento ambiental foram três medidas tomadas pela presidenta Dilma Rousseff com essa finalidade”, disse.

O ministério também assinou acordo de cooperação com o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) com o objetivo de promover a pesca esportiva brasileira no exterior. Pelo acordo, o ministério vai indicar os destinos de pesca esportiva adequados e a Embratur vai promover esses destinos no exterior.

O presidente da Embratur, Flávio Dino, lembrou que a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 vão atrair turistas estrangeiros e é preciso aproveitar esse potencial. “Temos que aproveitar este momento especial que o Brasil vive para incluir a pesca esportiva como uma atividade geradora de emprego e renda”, disse.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca Felipe Peixoto, avaliou que o incentivo ao consumo do peixe nas escolas permite, ao mesmo tempo, maior qualidade na alimentação das nossas crianças e uma fonte de renda garantida aos pescadores e aquicultores familiares:

“No Rio de Janeiro, as cidades de Angra dos Reis, Maricá, Quissamã e São João da Barra já servem pescado nas suas redes escolares. Através da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro, nós temos divulgado o Programa Nacional da Alimentação Escolar e somos responsáveis pela emissão da documentação a quem deseja participar do programa. Também estamos trabalhando para orientar os pescadores e aquicultores fluminenses com o objetivo de melhorar a qualidade do nosso pescado. E ainda promovemos cursos de beneficiamento onde os produtores aprendem a agregar valor ao alimento. A expectativa é que, agora, mais cidades possam aderir à iniciativa”.

O presidente da colônia de pescadores de Itaipu (Z-7), Aurivaldo José Almeida, mais conhecido como Barbudo, comemora a iniciativa. Ele, porém, faz um alerta.

“Nós somos uma colônia com 18 pescadores e ficamos muito felizes com a iniciativa. É mais uma forma de fortalecer a pesca do estado. Mas acho que, para que possamos cumprir com os contratos que virão, é preciso que tenhamos mais facilidade de acesso ao crédito, que tenhamos mais incentivo para que os nossos barcos tenham estrutura para enfrentar alto-mar, que é onde tem mais peixe. A costa, que é onde temos estrutura para ir, está comprometida e a oferta de pescado é pouquíssima”, argumenta Aurivaldo, que tem 37 anos na profissão e 65 de idade.

O FLUMINENSE

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